Cibersegurança em Instituições de Pagamento: como a iugu foi além do compliance com gamificação

Como a iugu foi além do compliance com gamificação?
Saiba como a instituição de pagamentos iugu — empresa de tecnologia especializada em infraestrutura financeira — conseguiu implementar uma cultura de conscientização em cibersegurança que foi além do compliance e se tornou parte do DNA da empresa.
Conhecendo a iugu
Fundada em 2012, a iugu é uma empresa brasileira de tecnologia que oferece um ecossistema completo de infraestrutura financeira.
A iugu possui soluções que simplificam e automatizam operações financeiras, impulsionando negócios a crescer com eficiência, previsibilidade e controle, eliminando complexidades e potencializando resultados.
A iugu já nasceu 100% cloud. Por isso, a preocupação com cibersegurança sempre fez parte da realidade da instituição desde o início de sua trajetória, não como um complemento, mas como um pilar essencial do negócio.
Além disso, por ser uma instituição aprovada pelo Banco Central e contar com reconhecimento PCI DSS, a empresa sempre atendeu às exigências de auditorias, controles e conformidade regulatória.
Em busca de uma cultura de conscientização
Mesmo inserida em um ambiente altamente regulado e tecnicamente maduro, a Iugu enfrentava um desafio comum a muitas organizações: transformar a conscientização em cibersegurança em algo que fosse além do cumprimento formal de requisitos e passasse, de fato, a integrar a rotina das pessoas.
A empresa já possuía uma plataforma própria de aprendizado. No entanto, os treinamentos disponíveis eram majoritariamente voltados a compliance e adotavam um formato mais estático — percepção essa compartilhada pelos próprios colaboradores.
“Falar em cibersegurança, requer algo mais dinâmico. Os treinamentos formais e regulatórios são mais densos e podem parecer distantes das situações do dia a dia” , afirma Ricardo Chagas, Gerente de Infraestrutura & Segurança da Informação da iugu.
Era preciso encontrar um caminho que tornasse o aprendizado mais leve, contínuo e próximo do dia a dia das pessoas.
Quando a cibersegurança ganha nome dentro da iugu
O ponto de virada aconteceu quando a iugu conheceu a Hacker Rangers. Em busca de uma nova dinâmica e de um treinamento que engajasse as pessoas, a empresa realizou uma pesquisa de mercado até chegar a uma solução totalmente gamificada.
Após uma apresentação de Vinícius Perallis, CEO da Hacker Rangers, ficou evidente que a proposta ia além de conteúdos pontuais.
“Percebemos que não estávamos comprando apenas um conteúdo, mas algo que passaria a fazer parte do dia a dia dos colaboradores”, conta Ricardo.
Essa identificação também foi prontamente percebida pelo time da iugu, que rapidamente adotou a solução.
“A iugu tem um clima mais descontraído, e o Hacker Rangers reflete bem essa essência: é leve, acessível e, ao mesmo tempo, mantém o nível de seriedade necessário” complementa Alisson Almeida, analista de segurança e responsável operacional pelo programa na empresa.
Ciberatitudes: quando a cibersegurança vira conversa de corredor
A transformação não demorou a aparecer. Em pouco tempo, a cibersegurança deixou de ser apenas um item de compliance ou um tema restrito à área de segurança e passou a ocupar espaço junto com outros assuntos relevantes da rotina da empresa.
O que mais chamou a atenção dos gestores do programa foi a naturalidade com que o tema passou a ser tratado: algo que antes era quase um tabu, cercado de receio ao falar sobre incidentes e segurança, tornou-se parte das conversas comuns.
Nos corredores, no café e nas pausas rápidas entre uma tarefa e outra, termos técnicos começaram a surgir de forma natural. Colegas passaram a compartilhar experiências do dia a dia, como a ativação de uma configuração de segurança, a identificação de golpes ou ações adotadas para proteger pessoas próximas.
Muitos colaboradores inclusive assumiram o papel de “ciberdetetives”, atentos a possíveis falhas ou situações suspeitas no ambiente de trabalho. Esses apontamentos passaram a ser registrados por meio das Ciberatitudes, em um formato mais leve, menos formal e alinhado ao estilo da iugu.
Esse movimento deixou claro que a conscientização havia ultrapassado a tela da plataforma e se transformado em comportamento.
“Hoje, conscientização em cibersegurança dentro da iugu tem um nome: Hacker Rangers.” – Ricardo Chagas.
A gamificação como principal aliada
Ao longo dos cinco anos de uso do Hacker Rangers, a iugu passou a perceber uma transformação que ia além de números, rankings ou volume de interações com as ciberatitudes.
Segundo Alisson, o principal impacto estava na forma como o conhecimento era absorvido, praticado e mantido pelas pessoas ao longo do tempo.
Com o método gamificado, os conteúdos de segurança entraram na rotina do dia a dia. Isso ajudou a reforçar os conceitos com frequência e despertou mais interesse nos colaboradores, que se sentiram motivados pela dinâmica do jogo, pelos desafios e pelo senso de progresso.
Além disso, a plataforma facilitou o acompanhamento da jornada de aprendizado, com relatórios em tempo real que permitiram identificar métricas, lacunas de conhecimento e oportunidades de fortalecimento da cultura de segurança.
Ricardo reforça que uma das mudanças mais claras está no próprio vocabulário dos colaboradores no dia a dia:
“O principal é o vocabulário da galera. Falar de ciberatitude e falar de incidente são coisas que não seriam normais. Você não ouviria termos de cibersegurança no café, em um bate-papo durante uma reunião… E hoje isso acontece por causa do Hacker Rangers, o que é muito legal.”
Resultados que falam por si só
Essa transformação cultural também se refletiu nos números. Na última temporada, mais de 130 colaboradores acessaram a plataforma e foram registradas mais de 270 ciberatitudes, evidenciando não apenas o engajamento, mas a aplicação prática dos aprendizados no dia a dia.
Como a gamificação também está diretamente ligada ao reconhecimento, a iugu promoveu uma ação especial que rapidamente ganhou visibilidade interna. Na TV da empresa, passaram a ser exibidos os colaboradores que se destacaram no ranking, apresentados em um quadro de “dicas de especialistas”.
O impacto foi imediato: a iniciativa valorizou quem já estava engajado e despertou a curiosidade dos demais. O ranking passou a ser acompanhado com mais atenção e, ao final da temporada, os melhores colocados foram premiados.
Segundo Camila Tambacha, atual Cybersecurity Awareness Specialist da Hacker Rangers, a Iugu sempre foi exemplo quando o assunto é segurança da informação:
“Quero destacar, em especial, uma ação que realizamos quinzenalmente em busca da certificação Red Certified. Os resultados foram tão bons que não só a empresa conquistou o Red, como agora acabaram de alcançar o Black Certified! E isso mostra como os resultados são palpáveis: uma verdadeira mudança nos hábitos dos colaboradores.”
Próximos passos
Com a conquista da tão aguardada certificação Black Certified, a iugu passa a olhar para os próximos passos com foco em evolução contínua.
O objetivo é manter o alto nível alcançado e avançar ainda mais na maturidade da cultura de cibersegurança. Entre as próximas metas está o envolvimento ainda maior dos executivos C-level, trazendo-os para o ranking e fortalecendo sua presença no dia a dia da segurança da informação.
A proposta é simples e poderosa: aproximar todas as pessoas, independentemente do cargo, e reforçar que a cibersegurança é, acima de tudo, uma responsabilidade compartilhada.