Dumpster diving: em cibersegurança, lixo para alguns é ouro para outros!
Entenda como o dumpster diving pode expor informações sensíveis e descubra boas práticas para o descarte seguro de documentos e mídias físicas.

Você já ouviu falar do termo “dumpster diving”? Em uma tradução livre para o português, poderíamos chamar o conceito de “mergulho na lixeira”. Ele foi originalmente criado para descrever, de fato, um ato muito comum em diversos países ao redor do mundo: vasculhar latas e contêineres de lixo alheio em busca de itens que, embora tenham sido descartados por seus donos originais, ainda podem ter algum uso útil para terceiros.
Porém, não é desse dumpster diving que iremos tratar aqui. O termo foi adaptado para a área de segurança da informação e passou a se referir à atividade criminosa praticada por atores maliciosos de revirar o lixo, especificamente de corporações, em busca de restos de informações privilegiadas que possam ser usadas para ataques direcionados. Sabe o que é pior? Eles costumam obter sucesso nessa empreitada, visto que muitas corporações não descartam adequadamente informações presentes em meios físicos!
Revirando seus restos
Pare por um segundo e imagine tudo o que uma empresa pode estar jogando fora sem cogitar a possibilidade de existir um espião de olho na lata de lixo: relatórios impressos, cadernetas com listas de contatos, CDs e DVDs contendo propriedades intelectuais e até mesmo computadores inteiros, muitas vezes com seus respectivos discos de armazenamento (HDs ou SSDs) ainda lá dentro, sem a devida “higienização”. Mesmo que a máquina tenha sido formatada antes do descarte, se a formatação não for feita da forma correta, ainda é possível recuperar senhas, arquivos e muitos outros materiais preciosos para o cibercriminoso.
Às vezes, o problema está na falta de higiene cibernética do colaborador, que não pensa duas vezes antes de amassar um relatório em papel e jogá-lo no lixo. Em outras ocasiões, o problema está na falta de uma política corporativa que oriente os empregados sobre como descartar informações de acordo com o tipo de mídia usada para armazená-las. Independentemente de onde reside o erro, o fato é que as consequências podem ser desastrosas, facilitando desde o vazamento de credenciais até golpes de extorsão.
Então, como proceder?
Claro, descartar mídias físicas adequadamente pode não ser uma tarefa fácil. No entanto, uma vez que as políticas e processos estejam estabelecidos, a prática se torna natural, tal como qualquer outro hábito de higiene cibernética. Aí vão algumas dicas preciosas:
- Documentos impressos: use uma fragmentadora de papéis para descartar documentos físicos. Ela nada mais é que um dispositivo que picotará as informações físicas em papel de forma a torná-las incompreensíveis.
- CDs e DVDs: podemos simplesmente quebrá-los ou também triturá-los. Algumas pessoas usa um objeto afiado para riscar o disco a ponto de que nenhum dispositivo leitor consegue rodá-lo.
- Discos rígidos, pendrives e outras mídias físicas: o mais recomendado é usar a técnica conhecida como “desmagnetização”, que “queima” o campo magnético desse tipo de mídia e a torna totalmente inutilizável. Existem, no mercado, dispositivos específicos para esse processo.
Contudo, lembre-se: todas essas operações e processos devem estar documentadas em processos claros e disponíveis para todos os colaboradores da companhia. Assim, a empresa estará alinhada integralmente aos protocolos de descarte de informações.


